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Por que motivo as crianças e adolescentes são acolhidas no LARMENA?

Elas são acolhidas por medida protetiva, provisoriamente, pois estavam em risco na convivência com seus pais e/ou responsáveis que, em sua maioria,são dependentes químicos. Há outras situações que levamas crianças/ adolescentesa serem aqui acolhidas tais como abuso sexual, maus tratos, violência enegligencia dos seus direitos básicos tais como:alimentação, saúde e educação. É importante esclarecer que não acolhemos crianças e adolescentes por terem cometido algum ato infracional, (ex: roubos, furtos, dentre outros) assim como não acolhemos crianças e adolescentes cujos pais ou responsáveis não tem condições financeiras para cuidar dos mesmos. As crianças/ adolescentesque acolhemos são encaminhadas para o Larmena pelo Conselho Tutelar, Ministério Público e Judiciário.

O que acontece com o menino que completa 18 anos?

Caso a criança/ adolescente não retorne para nenhum familiar e não tenha a oportunidade de uma adoção, buscamos fortalecer o aprendizado profissional, para posteriormente com apoio de parceiros inseri-lo no mercado de trabalho através do Programa Jovem Aprendiz. Deste modo, ele é preparado para desenvolver sua independência, fortalecer sua autoestima e autonomia, além de conservar uma quantia em dinheiro, como estrutura mínima para lhe auxiliar no momento do desligamento, uma vez que ao completar a maioridade não podemos mais mantê-lo acolhido. Além disso, a equipe técnica busca apoio de amigos, padrinhos e outros que possam dar suporte e ser uma referência quando este momento chegar.

Qual a idade das crianças e adolescentes acolhidos no LARMENA?

O LARMENA acolhe meninos de 7 a 18 anos incompletos.

Por que o LARMENA é tão grande e tem tão poucos meninos?

O Larmena quando fundado em 22 de janeiro 1967, era muito próximo de um orfanato.Acolhia crianças/adolescentes encaminhadas pelos próprios pais ou responsáveis, por motivos diversos, muitos por orfandade, outros para que fossem educado,pois eram considerados desajustados perante a sociedade.

Hoje todas as ações do LARMENA são regulamentadas por Lei. Atualmente, deveríamos estar acomodados em uma casa como uma residência, com objetivo de não distanciar as crianças/adolescentes acolhidas da referência de um lar. Porém, por questões financeiras até o momento não foi possível tal mudança e/ou a construção de uma nova sede. Com relação a quantidade de acolhidos, um juiz só permite o acolhimento depois de esgotadas todas às possibilidades de permanência dessas crianças e ou adolescentes na família, assim como o tempo de acolhimento deve ser o mínimo possível.

Como faço para adotar uma criança?

Toda pessoa que deseja adotar uma criança/adolescente, deve procurar inicialmente o Fórum de sua comarca para “formalizar” este desejo. Ela deve procurar a Vara da infância e Juventude onde será orientada sobre os próximos passos.

As crianças e adolescentes acolhidos podem receber visitas?

Sim. As crianças e adolescentes podem receber visitas,porém existem algumas regras que precisam ser seguidas a fim de resguardar a privacidade e segurança destes. As mesmas são esclarecidas após contato para agendamento com a Coordenação ou Equipe Técnica do acolhimento.

Por que em um espaço tão grande como o do LARMENA não funciona nenhum projeto social?

Porque o LARMENA torna-se a casa das crianças e adolescentes que precisam ser acolhidos, ainda que de formatemporária. No LARMENA toda criança e adolescente acolhido precisa ter uma rotina “normal” como qualquer outra criança e ou adolescente. Da mesma forma que os pais que estão com os seus filhos não montam um projeto social de futebol, de informática e outros, dentro de suas casas, nós também não. As crianças e adolescentes acolhidos no LARMENA precisam ter acesso a atividades fora da instituição como qualquer outra criança, a fim de garantir uma convivência sadia com a comunidade. Afastar crianças e adolescentes da convivência comunitária também é uma violação de direito.

Por que no LARMENA tem mais funcionários do que acolhidos?

O LARMENA é uma instituição que acolhe crianças/ adolescentes até que as mesmas possam voltar para casa e/ou, na impossibilidade de voltar, que possam ser adotadas. Até que alguma dessas alternativas possam acontecer elas residem na instituição, ou seja, o LARMENA funciona 24 horas de forma ininterrupta. Com capacidade máxima que é de 15 acolhidos (estabelecida por Lei de acordo com nossa estrutura física) ou não, a equipe de acolhimento precisa estar completa e preparada, uma vez que uma criança/ adolescente pode chegar a qualquer momento, durante o dia, noite ou madrugada, durante a semana, fins de semana e/ ou feriados. O número de funcionários, bem como a descrição do perfil para desempenhar as funções ligadas ao serviço de acolhimento é regulamentado pelas normas do CONANDA (Conselho Nacional dos direitos da criança e do adolescente). Para tanto, o LARMENA possui uma gestão consoante e mantém sua equipe  conforme as Leis do Trabalho – CLT, com carga horária distintas de acordo com a atribuição de cada colaborador.

As crianças e adolescentes acolhidos podem ter contato com a família?

Sim, as crianças e adolescentes acolhidos podem ter contato com familiares através de visitas e/ou por telefone. Porém há casos que, por ordem judicial ou após estudo de caso realizado com muita cautela pela Equipe Técnica da entidade e encaminhada ao judiciário, as visitas são interrompidas por segurança bem como para saúde emocional das crianças/adolescentes. Entretanto, tal situação pode ser revertida. Em caso de destituição do poder familiar, ou seja, quando os pais perdem os direitos e deveres para com o filho acolhido,por determinação judicial, eles perdem também o direito de manter contatocoma criança e ou adolescente, uma vez que este será encaminhado para adoção.

Onde as crianças e adolescentes acolhidos estudam?

As crianças e adolescentes estudam em escola regular, sendo cada caso avaliado,individualmente, e sempre com objetivo de não distanciá-los de suas origens.

Elaine Cristine dos Santos

Assistente Social

 

Ana Paula Ramos da S. Dutra

Psicóloga